Curitiba e seus Vinhos

Com a crescente onda do vinho, o Brasil começou a criar um paladar para o vinho. tentando conhecer o gosto do brasileiro em minhas viagens, fomos a Curitiba, capital do Paraná.

Esta metrópole é privilegiada ao se falar de gastronomia e vinhos, mas nos grandes restaurantes, vê-se poucos rótulos nacionais e nada de regionais. Então, quais vinhos são produzidos e o que o curitibano bebe?

Situada na grande Curitiba, fica a cidade de São José dos Pinhais e lá um Caminho do Vinho. Essa estrada cercada de colonizadores italianos, produz queijos, embutidos e vinhos de mesa coloniais. Passear por lá é bem divertido e, apesar de procurar por vinhos, encontramos uma cervejaria que oferece uma cerveja de qualidade – a cervejaria Vosgerau.

Já na cidade de Curitiba, no bairro de Santa Felicidade, encontramos u Vinícola Durigan, que apesar de sua grande produção de vinhos de mesa, também produz vinhos finos, destacando-se o Merlot e os espumantes Brut (método Charmat) e Moscatel (método Asti).

 

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O vinho e a religião

Religião vem do latim, “religio”, significando religação com o divino, com o transcendental.
Neste âmbito, o vinho sempre teve um papel de destaque. Talvez, a origem desta ligação seja a própria videira (vitis), ou planta da vida, que se trata de uma planta perene, com seu ciclo de adormecimento e de revitalização, que simboliza a renovação da vida.
Os primeiros registros da ligação entre vinho e religião descritos, data-se de 3.000 aC, pelos Sumérios. Nas tumbas dos faraós, o vinho era um dos artigos obrigatórios pois o faraó iria dele se servir durante a sua viagem rumo à morada final no além.
Na Grécia, Dionísio, o deus do vinho, cultivava suas parreiras e produzia seu próprio vinho. Na Bíblia, há várias citações sobre o vinho, desde o Gênesis até na última ceia onde Jesus se refere a bebida como representação de seu sangue, que seria derramado para o perdão dos pecados. Os Judeus têm seu vinho Kosher, que respeita sua tradição.

Mas a religião católica é a que mantém uma grande tradição de vinhos, pois foram responsáveis por sua produção e disseminação durante o período feudal e medieval.
Monges Cistercianos foram grandes produtores na Europa da idade média, com grandes descobertas científicas e com os primeiros estudos de terroir.
No Brasil, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dita as normas para produção e utilização dos vinhos durante as missas. As recomendações para a elaboração do vinho utilizado na eucaristia são:
– O vinho deve ser exclusivamente obtido da fermentação da uva, sem conservantes ou outras substâncias.
– Pode-se adicionar açúcar de cana e é permitido fazer a correção do teor alcoólico com destilado vínico.
– O vinho se parece mais com um licor, com dulçor acentuado e coloração rosada. Além de remeter ao sangue de Cristo, o tom da bebida permite que as manchas nos adornos sejam limpas com facilidade.
– O teor alcoólico do vinho litúrgico costuma variar entre 16% e 18%, dependendo do rótulo, ficando bem acima dos vinhos comuns, que oscilam entre 11% e 14%.
– Na missa, utiliza-se uma pequena dose de vinho, que é complementada por algumas gotas d’água. Uma garrafa de 750 ml geralmente dura entre 15 e 20 missas.

 

VINHOS VERDES

Falar de Vinhos verdes é falar de uma região e não só apenas de um vinho.
Região situada no noroeste de Portugal, conhecida domo Entre-Douro-E-Minho, tem como limites ao norte o rio Minho, que faz fronteira com a Espanha; ao sul, o rio Douro e as serras da Freita, Arada e Montemuro; a leste as serras da Peneda, Gerês, Cabreira e Marão e a oeste o oceano Atlântico.
Com clima marítimo, solo granítico e paisagens verdejantes devido aos altos índices pluviométricos (1200 à 1500 mm/ano), a região dos Vinhos Verdes é subdividida em nove sub-regiões, com seus terroir e microclimas característicos. São elas:
• Amarante
• Ave
• Baião
• Basto
• Cávado
• Lima
• Monção e Melgaço
• Paiva
• Souza

 


CASTAS:
Os vinhos verdes podem ser brancos, tintos ou rosados. Entre os brancos destacam-se as uvas Alvarinho, Azal, Loureiro, Trajadura, Avesso e Arinto. Geralmente são feitos por um blend de algumas dessas uvas, mas os varietais de Loureiro e Alvarinho ganham destaque.
Os tintos são geralmente produzidos com a uva Vinhão, cuja acidez e fruta presente em grande intensidade, o deixa difícil de harmonizar – caem bem com lampreia recheada, enguia e feijoada).

CARACTERÍSTICAS DOS VINHOS VERDES:
O que caracteriza os vinhos verdes é seu frescor, refrescância e a alta acidez. O destaque é sempre para os francos que têm cor amarelo palha com reflexos esverdeados e com “agulhas” (pequenas bolhas). Seu aroma cítrico e de frutas tropicais frescas e floral. São vinhos para se beber jovens, em temperatura entre 6 e 8º C. São ideais para o verão e harmonizam muito bem com saladas, frutos do mar ou mesmo sozinhos à beira de uma piscina ou mar.

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Eventos 2015

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Após participar de várias degustações dos néctares portugueses em Campinas há um mês, neste último dia 16 fomos a Ribeirão Preto para o encontro de vinhos.

Como no ano anterior, foi realizado no Hotel JP. O local é fantástico, mas este ano o hotel e os organizadores deram uma bola fora. A taça de provas era, vamos educadamente dizer, inadequada. Parecia um vaso e dispersava alguns aromas.

Mas encontramos pessoas e vinhos bons. A Borgonha estava presente, a Espanha e Portugal. O brasil que no ano anterior estava em peso, este ano era minoria, com a presença da Miolo, Pericó e Perinni.

Assim que chegar a encomenda de vinhos da borgonha, estes serão degustados e postados.